... os
Massive Attack foram novamente narcóticos e a
Martina Topley-Bird foi muito mais que mero concerto de aquecimento para os cabeças de cartaz.
A primeira vez que vi os Massive Attack em concerto foi no Pavilhão Atlântico, há uns 10 anos, e posso afirmar com segurança que foi dos poucos concertos a que lá assisti de que gostei. Na altura, a terrível acústica do Atlântico não foi obstáculo a um concerto soberbo. Uns anos depois voltei a vê-los, no Coliseu dos Recreios, e a coisa soube-me a prato requentado. E morno, ainda por cima. Seis anos sem álbuns arrefeceram ainda mais o meu interesse pelos Massive Attack, ainda que
Blue Lines seja um dos álbuns que ouço recorrentemente.
Ontem, reconciliei-me com os ambientes quase sempre densos e negros, duplamente, do projecto que inventou, praticamente sozinho, o trip hop no início dos anos 90. Soube bem ouvir os temas incontornáveis de
Blue Lines e
Mezzanine. Soube bem ouvir Horace Andy, cuja voz em concerto é absolutamente arrepiante. Soube bem ouvir Martina Topley-Bird, companheira de Tricky nos álbuns deste que realmente interessam [
Maxinqaye e
Pre-Millennium Tension], antes dos Massive Attack e depois com os Massive Attack. Soube bem ouvir os temas novos, a editar em 2010, que auguram um álbum de qualidade acima da média.
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